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Posts Tagged ‘McLuhan’

Hoje na Campus Party aconteceram palestras sobre o uso das mídias sociais nas corporações e na publicidade.

Vou dedicar este post para à segunda aplicação discutida, uma vez que esta será a introdução para a palestra que vai acontecer amanhã sobre RP 2.0.

Vamos à mais uma historinha.

Faz um tempo, desde o EBP do ano passado que venho falando por aí que os trabalhos na mídia social é totalmente embasado na teorias de relações públicas e ainda é executado com técnicas de tal. Como assim?

Tá, muita gente que trabalha neste mercado insiste em tratar um blog, um twitter, um perfil de orkut como um espaço para anunciar, um mero espaço de divulgação. Aí meus amigos, vocês se enganam. Pensar assim até agora só levou a milhares de post pagos, troca de favores e polêmicas que poderiamos ter passado sem se olhássemos para a blogosfera e outras “oferas” de outra maneira. Qual? Assim:

Lembra daquela história que os meios de comunicação são uma extensão do homem? Começou com o Mc Luhan e o Pierre Lévy levou para o contexto da cibercultura e a Lucia Santaella endossou. Tá. Agora pensa em todos os seus
login em cada rede social. Eles são uma extensão da sua identidade! Isso quer dizer, a grosso modo, que uma página pessoa numa rede social é um pedaço de uma pessoa. Pedacinhos dessa pessoas agrupadas uma comunidade porque elas estão envolvidas em alguma causa = um público! E se você está se relacionando com um público, é relações públicas. Percebe que tudo deriva das mesmas palavras em latim.

Olhar a mídia social por este prisma revela que ela não é um produto editorial que depende de anunciantes para sobreviver. Emplacar uma marca nestes espaços depende que você se envolva com o dono do espaço, afinal ali é um pedacinho dele.

Diferenças básicas em Relações Públicas e Publicidade (segundo Cândido Teobado, meio jussário para as RRPP no Brasil, mas vale regatar). RP forma: um comportamento, uma opinião, uma cultura. Publicidade informa: que tal coisa existe, custa X e pode ser comprada ali (é, simplifiquei).

Ah, mas e todo o trabalho de branding, posicionamento de marca, de valores e o caramba? Isso é um misto de Marketing (que não é publicidade), com administração e um pedacinho (bem pouco) de RP algumas vezes.

Nada dessa diferença impede que role apropriações de técnicas e e abordagens e afins. É saudável!
Única coisa que tem que ter em mente é que quando você trabalha com técnicas de RP, lembre-se que elas foram desenhadas para gerar resultado a medio e longo prazo. E se for trabalhar com alguma técnica de distribuição
de pauta (assessoria de imprensa só vale se for para a…imprensa), lembre-se que isso é geração de mídia espontânea!

Ai eu chego no debate de hoje: Mídias sociais na publicidade. Tudo aqui que foi falado é Relações Públicas! EEEEE o/

Comemoro porque acho ótimo e estou longe de ficar aqui falando que isso tem que ser feito só por um profissional de RP e blá blá blá. Nada disso. Por mais que não vai custar nada colocar um RP nas equipes de planejamento de agências “publicitárias” (não quero ficar sem emprego!! =D)

Todo esse lero lero acima é só para falar aos que estava no debate hoje, será que não vale a pena alinhar com o cliente a natureza do serviço que você está prestando? Ou até abordar na empresa também a área de comunicação/Relações Públicas, que já está acostumada com esse tipo de trabalho e seus resultados? Digo isso porque é complicado vender uma ação que tem resultado espontâneo e “incontrolável” para um diretorzão de marketing com seus 50 anos, que acha que Ivete Sangalo vendendo TV é bom porque faz disparar vendas, assim como foi Chico Anísio com uma sandália Havaiana no pé.

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